Rostos da Afirmação

Mais Uma Luz Se Apagou

No sábado dia 02 de fevereiro, Sabrina Bittencourt põe fim a sua vida, que foi de luta a favor dela mesmo e das minorias. Filha de imigrantes uruguaios e espanhóis, ela é uma ativista reconhecida internacionalmente, experimentada em agruras diversas.

Envolveu-se na busca por crianças desaparecidas no Brasil, lidou com jovens carentes acometidos de problemas renais, trabalhou com crianças cegas, surdas e mudas em países da África, defendeu indígenas ameaçados no México.

Filha de imigrantes uruguaios e espanhóis, ela é uma ativista reconhecida internacionalmente, experimentada em agruras diversas. Envolveu-se na busca por crianças desaparecidas no Brasil, lidou com jovens carentes acometidos de problemas renais, trabalhou com crianças cegas, surdas e mudas em países da África, defendeu indígenas ameaçados no México.

Sabrina foi criada na fé SUD onde seus avós e pais eram membros da igreja, mas que para ela foi por anos um pesadelo pois ela foi abusada desde os 4 anos de idade até os 16 anos quando ficou gravida de um dos integrantes da igreja, onde acabou abortando.

Foi eleita por unanimidade para um posto de direção no Partners of the Americas, uma das maiores organizações de voluntários do mundo. Em 2013, assoberbada por mais de 30 projetos sociais em quatro continentes, foi atingida por uma amnésia que lhe apagou 11 anos de memórias.

Ela foi uma das criadoras do “movimento” Coame, sigla para Combate ao Abuso no Meio Espiritual, plataforma que concentra denúncias de violações sexuais cometidas por padres, pastores, gurus e congêneres.

Craque na lida com o mundo virtual das redes e com o modus operandi do ativismo real, atraiu mulheres dispostas a contar suas experiências de assédio .

Ela deixa 3 filhos de 16, 10 e 8 anos uma namorada e um ex marido que sempre apoiava. Deixou várias  denúncias contra líderes religiosos de variadas denominações

“Não importa o que fizeram com você”, disse Jean-Paul Sartre, “importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Fosse vivo, o existencialista francês encontraria na ativista paulistana Sabrina de Campos Bittencourt umas das histórias mais interessantes a encaixar-se em sua frase famosa.

Antes de cometer suicídio, Bittencourt escreveu um post de despedida no Facebook: “Marielle me uno a ti. Eu fiz o que pude, até onde pude. Meu amor será eterno por todos vocês. Perdão por não aguentar, meus filhos.”

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