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I Simpósio Afirmação 2018 Realizado com Sucesso

Texto por Luiz Correa

Dia 25 de Setembro foi realizado o I Simpósio Afirmação de Prevenção ao suicídio LGBT, tivemos o apoio da Vereadora Soninha Francine, que nos cedeu o auditório da Câmara Municipal de São Paulo para a realização do evento. Tivemos a participação da sociedade civil que esteve presente para este bate papo, entre eles estudantes de psicologia, medicina, magistrados, médicos, mães que já tiveram a experiência em família da tentativa de suicídio.

Foram momentos de troca de muitas experiências pessoais e profissionais que nos levaram a refletir sobre um tema que ainda é um tabu na sociedade, pela gravidade do assunto. Mas com muito respeito e conhecimento de causa, foi falado baseados em conhecimento de causa, vivência pessoal e estudos.

Os participantes da mesa que comandaram o assunto, foi formada por pessoas ligadas as causas LGBTQUIA+ no Brasil e também profissionais da saúde.

 

Dr. Milton Roberto Furst Crenitte

Médico geriatra que foi representando a ONG Eternamente Sou, uma ONG que trabalha com LGBT da terceira idade. Ele falou sobre como esta população sobre com o preconceito por serem idosos e mais ainda por serem LGBT. São pessoas que hoje, na sua grande maioria não tem familiares por perto ou mesmo não tiveram filhos, então são pessoas sozinhas que por suas debilidades físicas, emocionais, acabam que tentando por fim a suas vidas. Muitas vezes estes idosos precisam voltar ao armário para poderem viver com um pouco de dignidade na sociedade preconceituosa.

Monica Lemes Neiva

Ela é mãe de um jovem homossexual que por vezes tentou o suicídio por não se aceitar ou acreditar que não seria aceito por sua família. Com isso hoje ela é parte de um coletivo chamado  Mães pela Diversidade que tem como principal função, cuidar e proteger os filhos LGBT de uma sociedade homofóbica e preconceituosa, dando a eles a oportunidade de serem amados e acolhidos. Ela nos agraciou com histórias de mães que amam incondicionalmente seus filhos independentes de suas escolhas e condição. Mães que são leoas ferozes quando mexem com suas crias. Assim estes jovens se sentem mais acolhidos e seguros por saber que são aceitos com muito amor.

Ana Maria de Oliveira Marques

Mãe de uma mulher trans que com grande  coração, transmite sua história de vida com amor e aprendizado. Com tudo com que já passou na vida e suas experiências ela foi convidada pelo prefeito de sua cidade Guarulhos para ser a subsecretaria da Diversidade, com isso ela tem feito um trabalho árduo e com amor por saber o que a população LGB e principalmente a T sofrem para conseguir atendimento médico ou mesmo conseguir emprego dignos , ela tem levantado as mangas e tem conseguidos ajudar estas pessoas a terem um pouco mais de dignidade. Assim como sua filha por algum momento já tentou o suicídio ela tem presenciado isso  em sua pasta e tem lutado para que isso não seja algo frequente.

Tino Perez

É voluntario da entidade CVV ( centro de valorização da vida) que foi criada em 1962 na cidade de São Paulo e que  hoje está em todos os estados do Brasil mais o Distrito Federal. Pessoas voluntarias e treinadas estão sempre a postos para atender a ligações ou chat pessoas que em seus momentos de desesperos de vida ligam para conversar e estes voluntários de alguma forma tentam ajudar estas pessoas simplesmente as ouvindo. Uma entidade com grande respeito na sociedade brasileira que tem prestado auxilio a quem quer que seja independente de sexo, cor, raça, nacionalidade, idade.

Dr. Danilo Furlanetto

Psiquiatra, professor de medicina, psicanalista LGBTQUIA+ nos alertou sobre os números de pessoas que tentam o suicídio e as causas, estudos e pesquisas sobre a aceitação e conhecimento do que é ser um LGBTQUIA +. Ele nos trouxe pesquisa realizada por ele mesmo com jovens brasileiros e estudantes sobre o que eles entendiam sobre ser LGBT ou se eles aceitavam naturalmente, para nossa grande surpresa estes jovens se mostraram pelo menos a metade dos entrevistados preconceituosos. Ele mostrou que o número de tentativa de suicídio aumenta consideravelmente na população transgênero.

Cristina Moraes

Cristina Moraes

Presidente da Afirmação no Brasil, foi a representante da ONG na mesa de debates, ela falou sobre  a quantidade de pessoas mórmons LGBT que sofrem com a dor de serem quem são e ainda por carregarem uma herança religiosa que não aceita com naturalidade os LGBT, muitos destas pessoas entram em depressão, ansiedade e muitos acabam tentando o suicídio como solução para os seus problemas.

A presidência da Afirmação tem trabalhado enormemente para que os nossos não sofram tanto. A presidência viu no mês de setembro que é o mês onde se tem a luta pela prevenção ao suicídio para falar mais abertamente com a sociedade sobre este assunto, levar aos Órgãos públicos, o debate tão necessário e delicado, mas que deve ser tratado como saúde pública. Foram meses de preparação para que tudo pudesse acontecer. Depois das conferências que são realizadas ano após ano, este foi um grande evento que foi a aberto a comunidade e com a presença de representantes de ONGs que tem representado com grande afinco a população LGBT.

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